Tumores Ósseos Benignos

OSTEOGÊNICOS

Osteoma osteóide

É um tumor ósseo benigno que acomete preferencialmente homens na faixa etária dos 5 aos 24 anos. Está localizado principalmente na região diafisária dos ossos longos dos membros inferiores como o fêmur e a tíbia. Geralmente causa dor noturna que melhora com o uso de anti-inflamatórios não esteroidais e salicilatos (AAS).
O diagnóstico pode ser feito através de uma radiografia simples, mas muitas vezes é necessário complementação com uma tomografia computadorizada. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico a depender de cada caso.

osteoma

Osteoblastoma

Também é conhecido como osteoma osteóide gigante devido ao seu tamanho. Acomete na maioria das vezes homens entre 10 e 30 anos e o sítio anatômico preferencial é a coluna (elementos posteriores). Pode causar dor e sintomas de compressão nervosa como parestesia (amortecimento) quando há compressão de estruturas nervosas.

O diagnóstico é feito através de radiografia simples e ressonância magnética da localização acometida. Uma biópsia óssea pode ser necessária para confirmação. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico a depender de cada caso.

Condrogênicos

Encondroma

É um tumor ósseo benigno produtor de cartilagem que acomete homens e mulheres, com uma discreta predominância no sexo feminino, em qualquer idade, mas geralmente diagnosticados entre 20 e 40 anos. É o tumor mais comum dos ossos da mão. Pode acometer os ossos dos pés e também ossos longos como úmero proximal, fêmur distal, fêmur proximal, tíbia proximal.
São geralmente lesões assintomáticas ou com pouca sintomatologia. Pode ocorrer fratura patológica como primeiro sinal da lesão. O tratamento pode ser conservador para lesões pequenas e assintomáticas. O tratamento cirúrgico geralmente está reservado para lesões grandes, sintomáticas e com recorte do endósteo (parte interna da cortical do osso).

Osteocondroma

É considerado o tumor ósseo benigno mais comum. Acomete meninos e meninas e geralmente surgem durante o crescimento e maturação do esqueleto. Em 90% dos casos são lesões únicas, podendo estar localizada no fêmur distal, tíbia proximal e úmero proximal.
Quando há lesões múltiplas (osteocondromatose múltipla) pode se desenvolver deformidade e alteração do crescimento ósseo.
O tratamento é cirúrgico nos casos de lesões dolorosas ou que causam compressão de estruturas nobres.

TUMORES DE NATUREZA NEOPLÁSICA INDEFINIDA

Displasia fibrosa

É um tumor ósseo benigno em que ocorre a substituição de tecido ósseo normal por tecido fibroso. São lesões identificadas na infância e adolescência. Em 80% dos casos as lesões são únicas e ocorrem no fêmur proximal e na tíbia, além de ser a lesão benigna mais comumente encontrada nas costelas.

Alguns pacientes podem apresentar múltiplas lesões e anormalidades endócrinas associadas, tais como: puberdade precoce, alterações tireoidianas (hipertireoidismo), diabetes mellitus, acromegalia, Doença de Cushing.

O tratamento na maioria das lesões é conservador, sendo reservada a cirurgia para lesões grandes e dolorosas e/ou que causem deformidades ósseas importantes

Cisto ósseo simples

Cisto é uma cavidade preenchida por líquido. Quando acontece dentro do osso e é envolvida por uma fina camada fibrosa, chamamos de cisto ósseo simples. Cerca de 80% dos casos acontece nos primeiros 20 anos de vida e geralmente em meninos.

Os cistos ósseos simples se localizam perto das placas de crescimento do osso na região que chamamos metáfise. Os locais mais comuns são úmero proximal, fêmur proximal e tíbia proximal.

Adultos também podem desenvolver cistos simples e esses, geralmente estão localizados no osso ilíaco (osso da bacia) e no calcâneo (osso do pé).

A maioria das vezes esses cistos não causam sintomas. Eles são descobertos ao acaso quando se faz exame por outra queixa ou então são descobertos quando ocorre uma fratura.

A fratura do cisto é chamada de fratura patológica (acontece em um osso previamente alterado) e geralmente a própria fratura induz a cura da lesão. O cisto pode voltar a se formar em cerca de 20% dos casos, por isso é importante o acompanhamento desse tipo de lesão até o final do crescimento da criança.

Cistos ósseos grandes tem maior risco de fratura e devem ser melhor avaliados pelo seu oncologista ortopédico. Muitas vezes pode ser necessário realizar infiltrações de corticóide dentro do cisto para ajudar a estimular a formação óssea e induzir a cura.

Cisto ósseo aneurismático

É uma lesão benigna, porém destrutiva com várias cavidades com conteúdo líquido (cistos) que pode ser claro ou sanguinolento, por isso recebe o nome de aneurismático. Podem ser encontrados em qualquer idade, mas comumente em meninas até os 20 anos.

Os ossos mais acometidos são o fêmur, úmero e tíbia, além dos elementos posteriores da coluna. Geralmente, o paciente apresenta dor e inchaço no local e o exame de radiografia simples (raio-x) e uma ressonância magnética mostram a lesão com suas várias cavidades com conteúdo líquido.

O tratamento muitas vezes precisa ser cirúrgico com curetagem (“raspagem”) da lesão e preenchimento da cavidade por enxerto ósseo.

Tumor de células gigantes

O tumor de células gigantes é um tumor benigno que ocorre no paciente adulto (entre 20 e 45 anos). Ele pode ser agressivo, causando destruição do osso e fraturas, podendo até ser confundido com um tumor maligno.

Ocorre principalmente na região do joelho (fêmur distal e tíbia proximal) e no punho ( rádio distal). Quando se localiza na coluna, geralmente é no sacro.

Os sintomas mais comuns são dor e inchaço com dificuldade para movimentar a articulação envolvida.

O tratamento é feito através de cirurgia para retirada do tumor e o tipo de cirurgia depende do grau de destruição óssea presente.